Descubra o que é importante para você

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Frequentemente, falamos sobre nossas prioridades na vida. Mas quantos de nós já pararam para realmente refletir sobre o que consideramos mais importante? Isso para não falar de quanto tempo de fato investimos nessas prioridades, em comparação com o que gastamos em coisas menos importantes.

Por que fazer isso?

Pare um momento e imagine que você está no fim da vida, e tem a oportunidade de dar um conselho a quem você é hoje. O que você diria? Muitas pessoas acabam dizendo coisas como “invista mais tempo nas coisas que são realmente importantes”.

Mas com que frequência nós paramos para pensar: o que é realmente importante? E mesmo que estejamos certos sobre nossas prioridades, será que de fato estamos vivendo de forma consistente com elas neste momento?

Esta ação foi planejada para nos ajudar a refletir sobre isso. Além disso, nossas prioridades mudam ao longo da vida. Portanto, vale a pena repetir este exercício depois de alguns anos. Ele também pode ser útil se você estiver prestes a tomar grandes decisões de vida ou carreira.

Por onde começar?

Abaixo está uma lista de 18 itens que muitas pessoas consideram importantes em suas vidas:

  • família
  • amigos
  • saúde e boa forma
  • renda
  • independência
  • influência e poder
  • fazer uso dos talentos
  • crescimento pessoal
  • impacto positivo na sociedade
  • prestígio e status
  • crescimento profissional
  • segurança
  • espiritualidade/ fé
  • esposo(a)/ parceiro(a)
  • trabalho estimulante/ recompensador
  • tempo para lazer e relaxamento
  • riqueza/ poupança
  • local de moradia

Passo 1: Sua lista de prioridades

Encontre um lugar calmo, onde você possa refletir sem distrações. Faça um ranking desses 18 itens em ordem de importância, com base em suas prioridades neste ponto de sua vida. Empates não são permitidos!

Os primeiros seis itens são os “essenciais”: coisas que você considera importantes e que tentaria manter a qualquer custo. Os seis itens do meio são os “bons para ter”: coisas que são importantes, mas de que você abriria mão em algumas situações. E os últimos seis são os “não-essenciais”: coisas que você estaria disposto a abrir mão.

Escolher prioridades se trata de fazer trocas e decidir o que você está disposto a sacrificar para que as coisas importantes aconteçam.

Como se saiu? Para muitas pessoas esse é um exercício muito difícil, que nos força a tomar consciência de que não podemos ter tudo ao mesmo tempo, em qualquer ponto de nossas vidas: temos que fazer algumas trocas difíceis.

Passo 2: A lista do “detetive particular”

O próximo passo é olhar honestamente a forma como você está vivendo a sua vida atualmente, e analisar o quanto ela é consistente com sua lista de prioridades do primeiro passo. Tire um tempo para refazer o exercício do ranking, mas dessa vez imagine que você é um detetive particular, contratado para monitorar suas atividades 24 horas por dia nos últimos meses.

Então, coloque as duas listas lado-a-lado. Como a lista do detetive se compara com a lista do passo 1? Existe alguma inconsistência entre como você gostaria de priorizar a sua vida e como você está de fato vivendo?

Se sim, avalie que mudanças você poderia fazer na sua vida –- em casa, no trabalho e além –- para que a lista do detetive fique mais alinhada com suas prioridades. Que mudanças seriam necessárias para viver de uma forma que realmente coloque as coisas importantes em primeiro lugar?

Se você está tomando uma grande decisão na vida -– como uma mudança de carreira, local de moradia ou estilo de vida –- tente imaginar como a lista do detetive ficaria alguns meses depois da mudança. Essa mudança vai te ajudar a viver de uma forma mais próxima de suas reais prioridades ou vai te afastar ainda mais delas?

Estudo de caso

A história de Mark

“Fiz o exercício das prioridades pela primeira vez em 2004, e achei realmente difícil escolher entre alguns itens da lista. Gastei muito tempo tentando identificar o que realmente era importante para mim, e fiquei revisando a lista até que cheguei em algo satisfatório. Decidi que meus itens “não-negociáveis” eram: crescimento pessoal, esposa, família, impacto positivo na sociedade, amigos e saúde. Eu estava satisfeito com minha lista.

Mas então fiz o exercício do detetive e tive que admitir que a forma como estava vivendo estava totalmente em desacordo com minhas supostas prioridades. Naquela época, estava trabalhando longas jornadas como um consultor estressado, e o detetive particular provavelmente teria concluído que as minhas prioridades eram salário, influência, status e crescimento pessoal.

Ter sido forçado a perceber essa inconsistência realmente me abalou e foi um grande fator na minha decisão de fazer uma mudança de carreira e de encontrar um trabalho que contribua positivamente no mundo. Em retrospectiva, percebo que ter feito esse exercício me ajudou a tomar algumas das melhores e mais importantes decisões que já tomei. E tenho repetido esse exercício após alguns anos, o que tem sido muito útil.”

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Referências
Esta ação é a adaptação de um exercício contido no livro "In Transition", de Mary Lindley Burton e Richard A. Wedemeyer, da Harvard Business School Club.